quinta-feira, 2 de novembro de 2017

DIRETO DO YOU TUBE – Três décadas depois, Frank Sinatra reencontra Gene Kelly




Dois DIVOS juntos, dois homens extremamente charmosos, dois artistas que eu amo, dois gênios incomparáveis... O que mais eu preciso falar sobre Frank Sinatra e Gene Kelly? Neste trecho do especial do Sinatra gravado em 1973, o rei da voz reencontra com o gênio lindo e ambos relembram os tempos em que atuavam juntos nos musicais da chamada Era do Jazz na MGM, quatro décadas antes. Ambos fizeram em parceria “Marujos do Amor” (1943), “A Bela Ditadora” (1949) e “Um Dia em Nova York” (também de 1949). No início do vídeo, o cantor conta que seu primeiro amigo em Hollywood foi Gene Kelly. Em seguida, os dois dançam e interpretam hits de seus filmes juntos.  Impressionante como Gene foi lindo a vida inteira e como o tempo só fez bem para Sinatra. E mais impressionante ainda é o pique dos dois, cantando e fazendo passos de sapateado como na época de ouro. O mais engraçado é que a música que os dois cantam diz que eles não conseguem mais fazer nada daquilo. Imagina se conseguissem! E até falando a voz de Sinatra é maravilhosa. Se eu estivesse naquela platéia, teria subido na cadeira para aplaudir esses dois e gritar muito! Sorte de quem estava, porque pode ver, ao vivo, dois caras que jamais serão substituídos, ou sequer igualados. Dois caras do tempo em que talento parecia brotar em árvore em Hollywood. Agora já deu, né? Vejam o vídeo. Legendas em espanhol.



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

AQUELA GERAÇÃO QUE OUVIA DISCOS DE HISTORINHA


          Se você aí que está lendo é quarentão ou cinquentão, prepare a pipoca doce, a tubaína e o lencinho porque a viagem à infância hoje vai ser pra valer! Fugindo um pouco do papo cinematográfico, resolvi desenterrar uma lembrança muito querida do meu tempo de criança – lembrança essa que quem regula de idade comigo também tem. Estou falando dos discos de vinil com historinhas.

            No final dos anos 70 e início dos anos 80, uma febre nacional (e, pelo que eu estou vendo aqui nas minhas fontes, mundial) tomava conta dos lares onde havia crianças. Eram as coleções completas de vinis compactos e LPs com dramatizações de contos de fadas tradicionais, como se fossem audiobooks. Alguns destes discos eram feitos de vinil colorido, outros vinham com um livro grátis da história, cheio de ilustrações lindas. Mas todos eram a grande paixão da garotada que teve o privilégio de viver aqueles tempos onde não havia videocassete, nem CD, nem Internet, nem celular, nem TV a cabo, nem Netflix, nem tablet, nem nada do gênero.



          Naquele tempo, as casas tinham aqueles famosos vitrolões pesados com caixas de som enormes na sala (esses aparelhos, hoje, valem uma grana violenta para os fãs). Era uma espécie de ostentação – o trambolhão tocava vinis, fitas K7 e rádio. 



Na cozinha, nossos pais ouviam radinho de pilha...



E nós, crianças, ganhávamos de presente, por volta dos 6 anos de idade, uma vitrolinha colorida portátil (a inesquecível “Sonatinha”), pra ouvir no quarto.



Junto com ela, os primeiros discos das nossas vidas: as séries Disquinho e Estorinhas de Walt Disney (“estorinhas” com “E” mesmo, olha como eu sou velha!).



           Pra você jovem que não tem noção do que eu estou falando, cada vinil destes trazia uma história clássica dramatizada e com uma trilha sonora repleta de canções que grudavam na cabeça. Era como se fosse uma peça musical infantil, só que em áudio.

          A Coleção Disquinho foi criada nos anos 60 pela gravadora Continental. O compositor João de Barro, também conhecido como Braguinha, teve a ideia do projeto. Nos anos 30 ele teve a honra de conhecer Walt Disney pessoalmente, ao fazer a dublagem brasileira do desenho “Branca de Neve e Os Sete Anões”. Gostou tanto do trabalho que, em 1943, ao assumir a direção da gravadora, com uma filha pequena e o desejo de lançar um produto para o então pouco explorado mercado infantil, começou a fazer adaptações das histórias. E em 1965, ele produziu a coleção de vinis que rapidamente fez sucesso entre a criançada. A trilha sonora era composta e/ou adaptada pelo próprio João de Barro e orquestradas por Radamés Gnattali, e Sônia Barreto fazia as narrações.



          Lá pelos anos 70, a Editora Abril colocou nas bancas de jornais a série Estorinhas Clássicas de Walt Disney, com mais versões em áudio de fábulas infantis, só que baseadas nos próprios longa-metragens de animação da Disney, como o título dizia. As histórias, inclusive, traziam toda a trilha sonora dos próprios desenhos do Tio Walt. Por esta série eu tenho um carinho monumental, já que, naqueles tempos, a única forma de ouvirmos as músicas de um desenho querido era ter a versão “disquinho de história” dele. A escritora Edy Lima assinava as adaptações das fábulas, todas narradas pela inconfundível voz de Ronaldo Baptista.



          De tanto ou vir essas historinhas eu, além de estragar os discos (e vinil riscado não tem como consertar!!!), decorava não só as músicas, mas também as narrações e as falas de todos os personagens. Até hoje eu de vez em quando me pego cantando “Eu vou, eu vou” ou “Bibidibobidibú” no chuveiro.



            No ano 2000, quando eu trabalhava em uma produtora, tive a oportunidade de conhecer vários dos dubladores que fizeram as vozes dos personagens destes disquinhos que eu curti tanto na infância. Não tive a menor preocupação de disfarçar a tietagem – ri, me emocionei, dei abraços neles e agradeci a eles a importância que este trabalho tão lindo e tão pouco reconhecido teve na minha vida. Meu sonho é criar alguma coisa na vida que represente para as pessoas um tiquinho do que a obra desses artistas – de todos eles – representou para mim.



Agora, meu presentinho especial para vocês. Preparei aqui uma lista com algumas dessas historinhas completas – começando pela minha favorita, “A Bela Adormecida”. A playlist com todas as histórias está (adivinhem!) no Canal do Poltrona R no You Tube: 
https://www.youtube.com/playlist?list=PLyc88yygdNcC0r6VUfQvR9t28HVtbO8Ls.



Feliz Dia das Crianças para vocês, leitores!




Alice No País das Maravilhas: https://www.youtube.com/watch?v=hkxMeExBPyY

Branca de Neve e Os Sete Anões https://www.youtube.com/watch?v=mIjSObgPeoA


O Casamento da Dona Baratinha https://www.youtube.com/watch?v=7u5KeaGZDas








Mogli, O Menino Lobo (Original) https://www.youtube.com/watch?v=W7N_XlfF3kY



FONTES














sábado, 30 de setembro de 2017

DIRETO DO YOU TUBE – Elvis no palco com... Celine Dion?



Normalmente eu não sou muito fã dessas montagens que juntam artistas vivos com outros já falecidos. Sei lá, é frescura minha... Ou porque não acho legal colocar o astro ou estrela que já não está entre nós em uma parceria com alguém que ele não pôde escolher, ou porque em boa parte das vezes esse tipo de coisa é oportunismo puro. Entretanto, tenho que admitir que fiquei impressionada ao ver esse vídeo, que foi ao ar durante o especial do programa “American Idol” em homenagem a Elvis Presley, em abril deste ano. A partir das imagens de uma famosa apresentação do Rei do Rock, datada de 1968, foi criado um efeito que uniu o cantor à estrela Celine Dion e a um coral gospel (estilo musical que, como todo mundo sabe, teve grande importância na vida dele). O truque é, na verdade, uma versão aperfeiçoada do holograma que impressionou o mundo em 2012 ao “ressuscitar” o rapper Tupac (1971-1996) durante o mitológico show de Snoop Doggy Dogg (não vou aporrinhar você com explicações complexas no momento, mas para entender melhor como funciona, essa aqui é uma matéria bacana: https://www.tecmundo.com.br/holografia/22409-como-foi-feito-o-holograma-de-tupac-shakur-que-impressionou-o-mundo-.htm). Eu só espero que esse negócio de holograma não vire moda, pois 1) acho muito deprimente, e 2) há inúmeros artistas extremamente talentosos por aí, só esperando por uma chance de destaque na mídia. Esse dueto do Elvis e da Celine, porém, ficou perfeito demais, talvez porque no original, que, aliás, tinha fundo preto, o que eu acredito ter facilitado as coisas (não sei, não entendo disso), o visual do cantor era clássico, parecia quase atual. E as vozes dos dois combinaram, deixando o resultado bonito.

E agora, o vídeo que é o assunto dessa postagem:




Separei para vocês verem, também, o vídeo original do Elvis, de 1968:

  


Para quem ficou curioso, um minidocumentário mostrando os bastidores do clipe e explicando como o efeito foi criado. É em inglês, mas dá pra ter uma ideia pelas imagens. AVISO: para que a coisa não perca a graça, veja este vídeo aqui só depois de assistir ao clipe do Elvis e da Celine, certo?