sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

TEMPOS MODERNOS, 80 ANOS À FRENTE DO SEU TEMPO

Hoje faz 80 anos que um filme revolucionário foi lançado: "Tempos Modernos", de Charles Chaplin. Trazendo uma visão assustadora do futuro, o filme era uma crítica ao capitalismo e à forma como a tecnologia desumanizava as pessoas. (Pobre Chaplin - não viveu para ver a que ponto as coisas chegaram...) O clássico foi um divisor de águas na carreira do artista, pois foi a última obra em que ele interpreta seu clássico personagem, o vagabundo Carlitos. É também o primeiro filme em que Chaplin solta a voz - e ele manda muito bem, cantando uma música estranha que mistura inglês, italiano, francês, espanhol e sabe lá mais que outro idioma. Apesar de ter algumas falas, "Tempos Modernos" foi considerado o último filme silencioso da História , até o lançamento de "O Artista", em 2011.

Chaplin levou três anos para concluir o filme, que tem como atriz principal sua amada Paulette Godard, em bela atuação como uma jovem pobre que sobrevive à custa de pequenos furtos.

Como tudo que é à frente da sua época, "Tempos Modernos" causou enorme polêmica quando foi lançado, dividiu opiniões e chegou a ser censurado em alguns países por causa de sua forte crítica política e social. Na Alemanha nazista, por exemplo, ele não foi exibido, porque ironizava o nazi-fascismo. Hoje, a obra é considerada quase que por unanimidade em todo o mundo como um dos maiores filmes de todos os tempos.

A obra mistura tudo o que um bom filme precisa ter: comédia, drama, romance, aventura, observação humana e inteligência. É um daqueles clássicos de valor incalculável, que ninguém deve morrer sem ver.

Para quem ainda não assistiu, não vou cometer o CRIME de contar mais. Vou postar o link do filme no You Tube – afinal, a melhor forma de celebrar a arte dos nossos ídolos ainda é apreciando-a, e não deixando que esses tesouros caiam no esquecimento. Abaixo, postei também o link para a página oficial do filme “Tempos Modernos”, para aqueles que quiserem saber mais sobre a obra e seus bastidores.




http://www.charliechaplin.com/en/films/6-modern-times



ESPECIAL MONTAGENS: SÓ PARA FÃS DE FILMES (REALMENTE) ANTIGOS



Tudo começou 5 anos atrás, quando uma jovem alemã que não gosta de se identificar, mas que é uma assumida adoradora da diva Rita Hayworth (1918-1987), resolveu fazer uma despretensiosa homenagem à eterna Rainha da Columbia, mostrando que ela era muito mais do que a (excelente) Gilda. A música escolhida foi “Stayin’ Alive”, clássico dos Bee Gees de 1977. Inacreditavelmente, o precioso trabalho de edição da garota fez com que a seleção de imagens de filmes da Rita – todos das décadas de 1930 e 1940, é claro – combinasse perfeitamente com a canção. Resultado: o vídeo viralizou mundo afora e ganhou comentários positivos até da parte do coreógrafo Ivaldo Bertazzo (link do vídeo incluído nesta matéria) aqui no Brasil.
Elogiado por gente de todas as áreas, o trabalho da moça que insiste em não mostrar a cara deu origem a milhares de montagens semelhantes no You Tube, e fez algo que para mim é uma benção: despertar o interesse de pessoas de todas as idades na história do cinema, e deixar as novas gerações boquiabertas diante do talento de artistas que precisavam de pouca ou nenhuma tecnologia para mostrar seu talento.
Esta matéria é uma seleção de vídeos para quem quer entrar no You Tube e curtir algumas destas montagens.



1 – RITA HAYWORTH IS STAYIN’ ALIVE
O vídeo que já nasceu clássico e que deu origem a todos os outros. Como bem disse Ivaldo Bertazzo, “Isso é dança, e não a Eguinha Pocotó”. Quem não conhece Rita Hayworth, ou só a conhece do filme “Gilda” ou só a conhece do vídeo do Michael Jackson ou do clipe da Lana Del Rey, vai ter a chance de se impressionar com o que Ritinha era capaz de fazer em cima de um palco e/ou diante de uma câmera. Os parceiros da diva também não ficam atrás: Gene Kelly, Frank Sinatra, e outros homens lindos, charmosos e geniais.




Crítica de Ivaldo Bertazzo sobre este vídeo:





2 – UPTOWN FUNK
Outro que foi imitado, roubado, etc. Na mesma pegada do vídeo anterior, esta montagem, de autoria do site britânico Nerd Fest UK, também é incrivelmente bem feita, e ousa ainda mais: coloca nossos ídolos da Velha Guarda de Hollywood para dançar ao som de um hit de agora, “Uptown Funk”, de Mark Ronson. A lista de feras que aparecem é interminável e eu não vou postá-la inteira aqui, mas entre eles estão Judy Garland, Gene Kelly, Shirley Temple, Lucille Ball, Ginger Rogers e Fred Astaire...   






3 – SEXY TRIBUTE TO GENE KELLY
Não é nenhuma novidade que eu sou maluca por este homem. E esta montagem é pras menininhas. A música não poderia ter sido mais bem escolhida: “Nasty Naughty Boy”, de Christina Aguilera, do disco “Back To Basics”, que a cantora dedicou aos seus ídolos da Hollywood da Era do Jazz. Dedicada aos momentos “extremamente calientes” da carreira de Gene “Gênio” Kelly, é uma belíssima lição de que um sujeito não precisa ser bombado nem ficar nu para enlouquecer as mulheres.






4 - ELVIS PRESLEY – ROCK DANCER
Alô, elvismaníacos, vocês não foram esquecidos! Da série “Como É Que Ninguém Pensou Nisso Antes?”, esse vídeo é uma colagem de momentos em que o Rei do Rock exibe seu talento de dançarino. Com direito a explicações dos passos, contando a história de cada um! A única coisa que eu não entendi foi por que a música escolhida não foi do próprio Elvis Presley, que tem incontáveis canções mais legais em seu repertório que se encaixariam neste ótimo trabalho de edição e pesquisa. Um alerta: este vídeo pode causar excesso de babação crônica.






5 – MONTAGE OF MARILYN MONROE - FADE AWAY AND RADIATE - BLONDIE - 1978
Preparem os lenços! O vídeo é uma homenagem a Marilyn Monroe, e abusa dos efeitos que criam uma sequência de imagens desbotadas, que nos transmitem a ideia do que Marilyn, afinal de contas, foi – um ser encantador, irreal, que passou pela Terra muito rápido, inspirou muita gente e continua insubstituível.







6 – CHARLIE CHAPLIN - FILMOGRAPHY MONTAGE / TRIBUTE (MOBY)
Mais uma combinação interessante de trilha atual com filme antigo. O autor conseguiu reunir um monte de cenas de filmes de Charles Chaplin em meros 3 minutos – os 3 minutos de duração de uma música do Moby. Para vocês verem que o homem mais comunicativo que já existiu nunca precisou dizer uma palavra para transmitir o que sentia.







Conteúdo publicado em 05/02/2016 no site Blah Cultural